A referência de um nome próprio é o próprio objeto que
designamos com ele; a representação que então temos é totalmente
subjetiva; entre os dois reside o sentido, que não é subjetivo como a
representação, mas por certo não é o próprio objeto. A seguinte analogia
talvez seja apropriada para ilustrar essas relações. Alguém observa a Lua
através de um telescópio. Comparo a própria Lua com a referência; ela é
o objeto da observação, que é veiculado pela imagem real construída no
interior do telescópio pela lente objetiva e pela imagem na retina do
observador. Aquela comparo com o sentido, esta com a representação ou
a intuição. A imagem no telescópio é apenas parcial; ela é dependente do
lugar; mas ela é por certo objetiva, uma vez que vários observadores
podem fazer uso dela. Pode-se mesmo orientar várias pessoas a fazer uso
dela ao mesmo tempo. Mas em relação à imagem na retina cada um teria
a sua própria. Frege (1892, p. 25)
O autor, utilizando o exemplo do planeta Vênus (que era conhecido por ser a "estrela da manhã" e a "estrela da noite") afirma também que nós atribuímos diferentes nomes aos mesmos elementos do mundo (objetos, pessoas, animais, etc). Além disso, atribuímos diferentes representações para as mesmas referências que existem no universo.
No cotidiano, também é possível verificar este fenômeno na linguagem, pois o contexto e o intradiscurso interferem nas nossas representações sobre as referências que existem no mundo. Como por exemplo, quando o interlocutor diz "eu tenho um gato muito lindo", o ouvinte, dependendo do contexto e do discurso precedente, pode atribuir representações totalmente diferentes ao referente "gato". O elemento "gato" pode representar uma pessoa do gênero masculino ou um animal (felino).
No cotidiano, também é possível verificar este fenômeno na linguagem, pois o contexto e o intradiscurso interferem nas nossas representações sobre as referências que existem no mundo. Como por exemplo, quando o interlocutor diz "eu tenho um gato muito lindo", o ouvinte, dependendo do contexto e do discurso precedente, pode atribuir representações totalmente diferentes ao referente "gato". O elemento "gato" pode representar uma pessoa do gênero masculino ou um animal (felino).

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